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Music elaborated in the sixteenth century in Portugal

Após escutar a música incluída no enunciado do E-Fólio, e para a partir dela executar um texto acerca da música elaborada no século XVI em Portugal, podemos afirmar que, a canção “Que He o que vejo” é um vilancico, pertencente à colecção “Cancioneiro de Elvas” do século XVI.
 
O vilancico é uma canção de temática laudatória ou amorosa, esta de que aqui se fala é de temática amorosa.

Esta obra faz parte das setenta e cinco peças que compõem o cancioneira acima referido, a grande maioria delas em língua Castelhana, sendo que, esta está entre as dezasseis obras em língua Portuguesa.

Podemos ainda referir que, os cancioneiros do século XVI portuuês, são efectivamente um pequeno marco da Renascença musical Nacional, e que estão implantadosno contexto da canção profana Ibérica, fazendo parte do entretenimento dramático-musical na vida das cortes Europeias. É possível ainda, mencionar que os mais representativos géneros nos cancioneiros Portugueses, terão sido os vilancicos e o romance, e que ambos carregam em si, uma herança de tradição medieval a nível formal e temático.

Assim, impõe-se assinalar que os vilancicos, apesar da designação aludir a um contexto de rusticidade, pois o nome nada mais é que um diminutivo de villano: camponês, estas obras foram escritas e muito apreciadas nos salões das cortes para desenfado da nobreza e da realeza. Várias destas obras invocam a paisagem rural e a vida do simples camponês de um modo próximo da sátira-humorista, mas a maioria são declarações acarca das doces virtudes ou das dolorosas maldições de amor, como é o caso da peça apresentada no enunciado deste trabalho.

As do género “romance”, são pequenos poemas de cariz épico, sempre com o objectivo de serem cantados e transmitidos através da tradição oral. Normalmente contam episódios históricos da Península Ibérica, ocorridos na época medieval, esta prática já era usual, pelo menos desde o século XI.

Nos cancioneiros, existe um registo de uma simplicidade do estilo, no entanto algumas das canções já denotam características próprias da Renasceça final, assim como do estilo maneirista, com uma escrita contrapontística, mais complexa e com a intensificação da componente expressiva, através de procedimentos como a dissonância ou o cromatismo, que se traduziam já, numa influência do madrigal Italiano.

Mas, mais do que a música profana, foi certamente a música religiosa que deteve um lugar mais preeminente nas instituições da corte. Podemos afirmar que a principal instituição musical em Portugal nos séculos XIV e XV, foi de facto a Capela Real.

Verificamos que toda a produção musical religiosa, se desenvolveu de acordo com a tradição que dominava a Europa no decurso de grande parte do período Renascentista, isto é, durante esse período o estilo musical mais produzido foi o Franco-Flamengo, e em Portugal, o interesse por este estilo musical, terá levado D. Afonso V, a ordenar ao seu mestre de capela, que reunisse uma colecção de canções franco-flamengas.

A música instrumental religiosa foi grandemente escrita para instrumentos de teclas, especialmente para órgão, cravo e clavicórdio, sendo que nas igrejas Ibéricas, recorreu-se também ao uso da harpa. No entanto o repertório da chamada tecla renascentista, foi desenvolvido a partir da transcrição de peças de polifonia vocal.

A catedral de Évora, acabou por se tornar uma das principais escolas de ensino dentro do género da polifonia vocal, e que a partir da segunda metade do século XVI elevou a polifonia Portuguesa a um dos ligares cimeiros da música Europeia. Em conjunto com a produção dos polifonistas Portugueses, no campo da música religiosa, existem também registos de grande actividade dos madrigalistas, estes mais dedicados à produção de vilancicos, sendo de destacar nomes como Francisco de Santiago, Marques Lesbio ou Filipe da Cruz, os últimos representantes da polifonia profana de raiz renascentista.

Em jeito de conclusão podemos, afirmar que no âmbito da música sacra, o século XVI observou, a nível europeu, a consolidação definitiva da polifonia vocal, que encontrou no género motete a sua forma de expressão, por excelência. Tal facto, pôde tornar-se uma realidade, também graças ao incremento que houve nas capelas eclesiásticas, enquanto instituições musicais das catedrais. Efectivamente, a complexificação crescente da linguagem polifónica veio impor uma cada vez maior atenção nos aspectos que relevam da constituição das próprias capelas. Fosse ao nível da excelente proficiência musical dos seus membros enquanto executantes, fosse em termos de ensino da música junto dos moços de coro, o facto é que as capelas eclesiásticas quinhentistas foram o reduto fundamental da actividade musical europeia. A circulação de repertório vocal sacro franco-flamengo em Portugal, durante o século XVI, foi uma realidade determinante para o desenvolvimento das práticas musicais entre nós.

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